Fotoreportagem na Casa Pastorinhos em Torres Vedras realizada em 2018. Projecto assinado por Linha de Terra.
PT O projecto responde à necessidade de criar um espaço multiusos, compartimentado, com o intuito de reunir pessoas para aprender, discutir, escutar sobre diferentes temas, ensinamentos religiosos.
Criaram-se quatro paredes brancas sobre as quais pousa um tecto em betão maciço, pesado. O interior é suportado através de madeira e derivados da mesma, leve.
Do confronto entre as diferentes materialidades, criam-se espaços, percepções e experiências distintas. No piso inferior, a luz que entra pelas paredes brancas inunda cada espaço, enaltecendo o tom mel da madeira e do osb dos revestimentos. Sente-se aquele cheiro tão singular e a ambiência criada é um contraste com a frieza do exterior. É um espaço confortável e dinâmico na sua utilização para o dia a dia.
Ao subir ao nível superior, quando se esperaria leveza, encontramos uma cobertura austera e crua, perfurada por quatro lanternins que permitem que a luz construa os limites daquele espaço sóbrio. Pretende-se que exista um corte com o exterior, que seja um espaço reservado, de introspeção. Que todas as actividades que se realizem ali, da mais comum à mais sagrada, não sejam interrompidas pela realidade exterior.
Construiu-se um espaço plural, que permite crianças assimilarem novas aprendizagens, mas também individuos mais sábios partilharem os seus conhecimentos e experiências de vida. Um edifício que possibilite diferentes sensações e percepções da luz, gravidade, cor e sentidos.
EN The project responds to the need to create a multipurpose space, compartmentalized, with the intent of gathering people to learn, discuss, listen to different themes and religious teachings.
Four white walls were built on which lay a heavy, massive concrete roof. The interior is supported through wood lightweight structures and panels.
From the confrontation between the different materiality, different spaces, perceptions and experiences are created. On the ground floor, the light entering through the white walls floods each space, enhancing the honey tone of the wood and the Osb of the finishing panels. The smell is so unique and the ambience created is a contrast to the coldness of the outside. It is a comfortable and dynamic space in its use for the day to day.
When we ascend to the upper level, lightness is expected, but we find an austere and raw concrete structure, pierced by four lanterns that allow the light to construct the limits of that sober space. It is intended that there be a cut with the outside, which is a reserved place, of introspection. That all the activities that take place there, from the most common to the most sacred, are not interrupted by the external reality.
A plural space was built, which allows children to assimilate new learning, but also wiser individuals to share their knowledge and life experiences. A building that allows different sensations and perceptions of light, gravity, color and senses.

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